Nelson Leirner: a arte do avesso 1999+1 – 1999+13

Autor: Agnaldo Farias, Lilia Moritz Schwarcz, Piero Leirner
Formato: 232 páginas, 2300 imagens, 23 x 28 cm
Patrocínio: Banco Itaú

Nelson Leirner é um artista disputado no mercado de arte, com trabalhos presentes em coleções importantes nacionais e internacionais. É respeitado por seus pares, cultuado pelos alunos que passaram por ele quando professor no curso de artes plásticas da FAAP, em São Paulo, ou pelas multidões de artistas e aspirantes a artistas que lotavam suas classes na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.  Sua obra é sempre carismática e deliciosamente próxima, dado que lida com objetos no geral “fofinhos”, álacres, familiares, ainda que subvertidos quanto a sua significação corriqueira, e que poderiam ocultar aos olhos embevecidos suas sutis e incisivas camadas críticas. O livro nelson leirner: a arte do avesso – 1999+1 – 1999+13 reúne textos de Agnaldo Farias, Lilia Moritz Schwarcz e Piero Leirner, que se debruçam sobre a obra recente de Nelson Leirner, explorando sua relação crítica com a arte. A edição contempla a produção do artista da última década.  São cerca de 2300 imagens (um caderno dedicado só para a série Hobby, com 2 mil imagens) distribuídas em 232 páginas que apresentam a extraordinária vitalidade do trabalho de Nelson Leirner, que completou, em 2012, 80 anos.

Nelson expressou o desejo de ter um livro que “fosse para frente, pois para trás já haviam muitos”. E acrescentou: “depois da Bienal de Veneza, em 1999, além do século virar, muita coisa mudou”.  nelson leirner: a arte do avesso – 1999+1 – 1999+13  contempla o leitor atendendo o desejo do artista.  

Nelson Leirner

Artista intermídia nasceu em São Paulo, em 1932. Embora um dia Nelson Leirner tenha se autodefinido como um artista paulista com atelier no Rio de Janeiro, a verdade é que a comunidade artística do Rio de Janeiro e de São Paulo, sempre o encarou como o mais carioca dos paulistas.

Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952.  De volta ao Brasil, estuda pintura com Joan Ponç em 1956. Frequenta por curto período o Atelier-Abstração, de Flexor, em 1958. Em 1966, funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo, José Resende e Frederico Nasser. Ainda em 1966 Recebe prêmio na Bienal de Tokio. Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do grupo, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público. No mesmo ano, envia ao 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado e questiona publicamente, pelo Jornal da Tarde, os critérios que levam o júri a aceitar a obra. Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi.    É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Ganha o prêmio Itamaraty na Bienal de São Paulo.  Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra, em 1971. Nos anos 1970, cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA o prêmio melhor proposta do ano. Em 1975 a APCA concede ao artista o prêmio APCA melhor desenhista e encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox, por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas. Em 1994 recebe o prêmio APCA de Melhor Exposição Retrospectiva do Ano. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1997, e coordena o curso básico da Escola de Artes Visuais do Parque Lage – EAV/Parque Lage, até o ano seguinte. Em 1998 recebe o prêmio Johnny Walker de Arte Contemporânea. Em 1999 representa o Brasil na Bienal de Veneza o que lhe abre portas para uma carreira internacional tanto em galerias como em instituições, dando continuidade ao que já acontecia no Brasil. Participa das mais importantes feiras de arte no exterior. Em 2007 é reconhecido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) com o premio “Trajetória de um artista” e em 2009 recebe uma homenagem do Instituto Cultural Itaú como “Artista Referencia“ com a exposição Ocupação.  Participa da exposição “Dreamlands” no Centre Pompidou, Paris, em 2010, e expõe na 29º Bienal de São Paulo no mesmo ano. Em 2011 realiza a retrospectiva “Nelson Leirner 2011-1961 = 50 anos”, na FIESP/SESI-SP.  Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Observação:
Este livro foi realizado com incentivos fiscais da lei Rouanet.
Idosos acima de 65 anos podem comprar exemplares com 20% de desconto sobre o preço de capa em aquisições realizadas na própria Editora exclusivamente. Esta promoção não é válida nas livrarias e demais pontos de venda. É imprescindível a apresentação de documento que comprove a idade.

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