Bondinho do Pão de Açúcar – 95 anos da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar

Autor: Pedro da Cunha e Menezes, Telma Lasmar, Diogenes de A. Campos, Jorge P. P. Carauta, Léo Jaime, Nelson Motta, Waldecy M. Lucena
Formato: 23 x 28 cm
Fotografia: Marco Terranova e Ricardo Azoury
Patrocínio: The Bank of New York Mellon

O sonho do visionário engenheiro Augusto Pereira Ferreira Ramos de construir um teleférico ligando os morros que formavam uma das paisagens mais lindas e exaltadas – em prosa, verso, pinturas, fotografias – do país se tornou realidade em 27 de outubro de 1912 quando foi inaugurado o  primeiro trecho do bondinho ligando a Praia Vermelha ao Morro da Urca. Logo depois, em 18 de janeiro de 1913, começava a funcionar o segundo trecho entre o Morro da Urca e o Pão de Açúcar. Neste dia, 449 pessoas tiveram o privilégio de embarcar no bondinho, chegar ao topo do Morro que era o maior símbolo da Cidade Maravilhosa e se deslumbrar com a vista estonteante que até hoje  inspira e emociona pessoas do mundo inteiro.

Desde então, o Bondinho transportou milhões de pessoas e foi “responsável” pelo acesso a momentos históricos, shows inesquecíveis, namoros nos jardins, festas animadíssimas, bailes de Carnaval, Reveillon, recebeu turistas e cariocas que tiveram o privilégio de conhecer a vista do Pão de Açúcar, sem risco ou esfoço e de poder tirar suas fotos como fez Marc Ferrez, o primeiro a retratar a paisagem vista do topo do Pão de Açúcar, em 1890, escalando o morro com mais de 100 quilos de equipamento.

O livro Bondinho do Pão de Açúcar – 95 anos da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar reúne textos de apaixonados pelo Pão de Açúcar que conviveram intimamente com diversos aspectos deste patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, em 1973. Pedro da Cunha e Menezes e Telma Lasmar apresentam detalhes da trajetória histórica; a geologia é abordada pelo professor Diogenes de Almeida Campos; fauna e flora, por Jorge Pedro Pereira Carauta; montanhismo, por Waldecy Mathias Lucena; e os shows que marcaram toda uma geração, por Nelson Motta, criador do lendário Noites Cariocas, e Léo Jaime, um dos muitos artistas que se apresentaram no palco da Concha Verde para uma platéia que chegava a 3 mil pessoas nas inesquecíveis noites de sextas e sábados.

Com 150 imagens, o livro traz um panorama dessa história na ocasião em que completava 95 anos.  Conta desde o surgimento do nome Pão de Açúcar, dado na época do descobrimento, quando os navegadores mapearam o litoral identificando os portos seguros, até as mudanças na paisagem do entorno, bem como a evolução dos bondinhos que permitiram o acesso ao topo.

 


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